sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Letras e borboletas

Sério isso? Mesmo? Meio abobada releio as mensagens que recebi. As vezes esquecemos como os seres humanos podem ser cruéis. Tenho o costume de deletar minhas insatisfações. Naquela tarde, demorei um pouco mais.
Decepção. Quem nunca teve, não é ?
Quem nunca imaginou sonhos coloridos que viraram pesadelos?
Então, mais uma vez segui. Ou talvez não .  Porque o pouco da pureza e da ingenuidade que me restava desapareceu .
Do que eu falo? Da vida, das pessoas, dos relacionamentos sociais. Das decepções que nos marcam e nos transformam pra pior.
Principalmente aquelas marcas que por muito tempo ocupariam minha mente. Ali. Entre letras e borboletas.
Gravadas num muro.

sábado, 15 de outubro de 2016

Eu sou anarquista.

EU SOU ANARQUISTA.  NÃO SOU DE ESQUERDA, muito menos de direita, porque não sou socialista nem capitalista, sou anarcoindividualista se é que existe um rótulo para o que eu sou, e odeio rótulos. Sim, sou contra o capitalismo e contra o socialismo também.  E não acredito em democracia porque essa coisa de eleição é uma grande merda que não engana mais ninguém. Não gosto de nenhum governante atual. E acho que não precisamos de governante algum. E caros amigos, ANARQUIA não é bagunça. Anarquia é organizar o mundo de tal forma que cada um é responsável por sua própria vida e pelo mundo que o cerca. Podem chamar de UTOPIA. Não me importo, como sabem, sou poeta também.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Servos

Nos querem quietos
Nos querem iguais
Nos querem calados
Nos querem atrás

Quem foge do conceito
Quem forja seu conceito
Quem disforma o controle
Atiça o rebanho
 
Nos querem mordaças
Nos querem uniforme
Braços fortes, mente nua
Alvos fáceis imóveis

Cala a boca
Cega a mente
Conduz
Destrói a crítica
Desalma

Nos querem número
Força de trabalho
Nos querem casta
Nos querem iguais

Na fila
Em ordem
Abaixa os olhos!
Sem sobrenome

Nos querem mansos
Nos querem tementes
Sem olhares
Obedientes

Nos querem longe
Sem poesia, sem alquimia
Nos querem servos
Eternos

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Adalberto

Eu gosto de falar as coisas na real. Sem enrolar...O caso é que Adalberto era puteiro mesmo. Não sei se era vício, mas a lua tava cheia. Saiu mais tarde do trabalho, no escritório de contabilidade. Era época de fazer imposto de renda. Entrou no seu Cruze preto. Tirou o paletó, afrouxou a gravata. Rodou algumas quadras. Não tinha um perfil já pré definido. Mas gostava de baixinhas. Então parou o carro e a moça entrou. Tem aquele ditado que combinado não sai caro. ..O deles é que ela desceria na mesma esquina. Próximo ao ponto de táxi.
Assim que ele parou, a moça abriu a porta e o Cruze foi cercado por taxistas. Arrancaram ele do carro e bateram sem ter dó.  Ele era bom de briga, do tipo fortão. Conseguiu fugir e arrancar o carro.
Pra esposa disse que foi assaltado.
É colega, tá difícil pra todo mundo. Nem catar putas nas esquinas ninguém pode mais! Antigamente, o único medo era pegar DST.  Agora o pavor é ser confundido com UBER !!!

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Fotografias

Olhei o mar
Sorrindo
Nuance de uma
Velha fotografia

Olhei o mar
Sentindo
O pulsar da
Tua discografia

Olhei além
Do ser
Dos sábios
Anos 80

Cômico e cândido
Visão esplêndida
Explícitas
Em nossos antigos sonhos

Olhei o mar
Pensando
Fotografias
Que o futuro há de revelar




segunda-feira, 11 de julho de 2016

Meninas

Ah, meninas com seus temas
Suas vidas, seus problemas
Sempre cheias de passado
Ser menina é seu pecado

Ah, vida estranha
Vida menina, menina que arranha
Seus céus de medo
Tristes versos e enredos

Ser menina e aceitar
Cruel fado
Cresce sem nada mudar

Olha pra trás e esquece
Esquece menina
O sol logo te aquece

Vai em frente
Vai menina
Sem chorar
Menina penitente

Olha pra frente e busca
Ser menina, lembrar menina
De laços afáveis
Corre o tempo em sua luta

Sempre foi e sempre será
Linda menina
Avó menina
Lembrança menina




sexta-feira, 8 de julho de 2016

Feridas e o tempo

Claro que ele não cura nada
Ele é mágico
Uma impressão apenas
De seres tão humanos
Que acreditam no tempo

A percepção errônea
Não existe foi e será
É e não virá
Hoje. Agora.

Disputa incoerente
Sem volta
Porque nunca houve
Só lembranças

Filmes
Romances
Música
Nada real
Nada normal

Dias e noites
Fontes e horizontes
Na horizontal

Redemoinho

Apenas cicatriza
Dores abertas

Dia sim
E também
Assim
No tempo.