segunda-feira, 6 de março de 2017

Capricorniana

Pode me chamar
De coração de gelo
Se quiser
Mas eu sei amar

É, eu tenho coração
Coração, Coração

Amo com uma intensidade
Que você não pode imaginar
Tenho reino próprio
Minha própria cidade

Construí em sonhos
Mas com os pés no chão
Sou capricorniana sim
É, eu tenho coração

É, eu tenho coração
Coração, coração

Não pegue minhas coisas
Não dê palpite na minha vida
Não invada minha privacidade
E terá pra sempre uma grande amizade

Posso parecer fria
Posso não te ligar
Mas sou um doce
Se não me contrariar

Sou capricorniana, mas
Eu tenho coração, coração,
Coração!



domingo, 29 de janeiro de 2017

Alma cigana

Letra: Desirée Veloso
Melodia: Ernesto Reimann

Moro longe de casa
Tao perto das estrelas
Numa meia água incandescente
No pé de um rabo de cometa
Meus pés tocam a lua
Quando me vejo descalça
De alma pura e sonhos bons
Minha conhecida "Toda Nua"
Os sonhos vão fluindo
Alma de poeta sem parada
Longe longe é minha estrada
Os sonhos vão fluindo
Alma de poeta nessa estrada
Longe longe sem parada
Moro numa esquina qualquer
Perto de uma estrela
Num beco de ventos
Ou num rodapé
Moro longe de casa
Em qualquer página amarelada
Num reboque de Horizonte
Sou poeta da madrugada



quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

MELVIN

(Música que fiz para o nosso gato Melvin. Quando o adotamos, a gente pensava que era uma gatinha, então foi batizado de Melissa. Posteriormente, descobrimos que se tratava de um macho, pra continuar a ser Mel, virou Melvin, o único gato que tem uma música feita por mim!!!)

MELVIN ( Letra e melodia: Desirée Veloso)
Tom: G
G Am mel,mel,mel,mel, mel,mel,mel
G Era uma vez
Em De sorte um gato
D Felino arisco
Em Achado no mato
G Suave de gestos
Em Tão nobre gentil
D Guloso sapeca igual
Em Não se viu
G A noite no escuro
Em Saia explorar
D Apartamento de encantos
Em Para conquistar
G A mulher com o violão
Em Começava a tocar
D Só rock pela noite
Em E ele a escutar
Am mel,mel,mel,mel, mel,mel,mel
Am miau,miau,miau,miau,miau,miau
G Uma noite já dormindo
Em As cordas a soar
G Ela levanta
Em Para espiar
G O gato travesso
Em As patinhas arranhando
D Nas cordas do violão
Em Num rock miando
Am mel,mel,mel,mel, mel,mel, mel, mel, mel G

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Outra vida

O calor quase a sufocava. Tudo parecia marrom naquelas paisagens. Antes de descer da condução, passou um pente pelos longos cabelos, desembaraçando no que foi possível. Fez o mesmo com a criança. Depois, com um lenço úmido limpou o rosto da menina, que pediu um pouco de água.
- Chegamos filha! Pegue nossas bolsas que eu desço com a menina.
A criança, que devia ter uns cinco anos, ao se ver no espaço livre do pátio, correu brincar com as outras crianças que ali estavam. As duas mulheres foram até o santuário. A menina podia ficar por ali mesmo. Era um mundo seguro, livre de toda e qualquer violência. Quase um mundo perfeito, onde a maldade não existia. A mulher mais nova sabia que nem todos os mundos eram assim. Ela conservava lembranças de outras vidas, em outros mundos e tempos, onde nem todas as pessoas eram boas. Pelo que entendia, os nascidos ali, almas velhas, já sofridas de outras encarnações  haviam evoluído ao ponto de viverem uns com os outros na mais perfeita harmonia.
Entraram na capela. Bancos simples de madeira eram ornamentados com almofadas bordadas a mão. Tudo ali era muito colorido e parecia ser presente dos que visitavam o santuário. Helena apertou a mão da mãe, que sorrindo a abençoou com uma oração. Não precisava temer. Só que não era medo. Estava ansiosa. Todas suas certezas haviam se dissipado na poeira da estrada. Aquela seria a primeira vez que o encontraria.
Ele entrou e todos se colocaram de pé. Usava um manto de tecido colorido e óculos escuros que antes de subir no pequeno altar, retirou. Era um objeto bastante necessário naqueles dias de sol forte.
Ela começou a chorar. Era ele. Não reconhecia aqueles olhos puxados, nem a pele escura avermelhada, muito menos seu cabelo preto. Mas sabia quem ele era. Ou o que representavam um para o outro.
- Helena, que bom que você está aqui! Te esperei por muito tempo!
Ela não estranhou ele a conhecer, muito menos saber seu nome naquela vida. Era um homem sábio, quase santo,com muitos poderes. Por isso, tantos o buscavam no santuário.
Ele realizou o culto, como fazia em todos os dias. Ao terminar, os presentes foram conversar ou agradecer, por curas ou milagres. A mãe dela também assim o fez. Depois saiu procurar a menina. Voltariam sem Helena para casa, naquele fim de tarde.
Quando todos os demais se retiraram, ele foi em direção a Helena e a abraçou fortemente como se nunca houvessem ficado separado. Nem sabia por quantas vidas estiveram longe um do outro.
Foram para casa dele, anexa à capela. Deitaram numa cama vermelha. Não eram dois amantes que se encontravam. Eram duas meias almas que por fim, se tornava uma só, na forma de um homem e uma mulher.

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Catedral

O deserto
Que atravessei
Ninguém me viu passar
Estranha e só
Nem pude ver
Que o céu é maior
Tentei dizer mas vi você
Tão longe de chegar
Mas perto de algum lugar

É deserto
Onde eu te encontrei
Você me viu passar
Correndo só
Nem pude ver
Que o tempo é maior
Olhei pra mim
Me vi assim
Tão perto de chegar
Onde você não está
No silêncio uma catedral
Um templo em mim
Onde eu possa ser imortal
Mas vai existir
Eu sei
Vai ter que existir
Vai resistir nosso lugar
Solidão
Quem pode evitar
Te encontro enfim
Meu coração é secular
Sonha e deságua
Dentro de mim
Amanhã devagar
Me diz
Como voltar

Se eu disser
Que foi por amor
Não vou mentir pra mim
Se eu disser
Deixa pra depois
Não foi sempre assim
Tentei dizer
Mas vi você
Tão longe de chegar
Mas perto de algum lugar...


quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

VOLTA, VOLTA, TEMPO

                                  VOLTA, VOLTA, TEMPO
letra e melodia: Desi Veloso                                                                   tom: C
                                                                                         voice: trumpet
                                                                                         style:brazsamba
                                                                                         tempo: 80
C
Cada nota de um dia
DM
Das lembranças, um parque
Em
Crianças Brincando de Namorar

(Refrão, 2X)
C
Voando no cavalo alado
Dm
Eu e ele
Em
Lado a lado

C
Meu primeiro beijo
Dm
Meu rosto queimando
Em
Batia forte o coração

C
Volta, volta, volta tempo
Dm
Volta só aquele momento
Em
Volta, volta, volta, menino tempo
F
Volta, volta, beijo ao vento

(Refrão 2X)

C
Beijo que não vou esquecer
Dm
Carrossel me levou às estrelas
Em
Nos sonhos posso reviver

( Refrão 2X)
Dm

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Letras e borboletas

Sério isso? Mesmo? Meio abobada releio as mensagens que recebi. As vezes esquecemos como os seres humanos podem ser cruéis. Tenho o costume de deletar minhas insatisfações. Naquela tarde, demorei um pouco mais.
Decepção. Quem nunca teve, não é ?
Quem nunca imaginou sonhos coloridos que viraram pesadelos?
Então, mais uma vez segui. Ou talvez não .  Porque o pouco da pureza e da ingenuidade que me restava desapareceu .
Do que eu falo? Da vida, das pessoas, dos relacionamentos sociais. Das decepções que nos marcam e nos transformam pra pior.
Principalmente aquelas marcas que por muito tempo ocupariam minha mente. Ali. Entre letras e borboletas.
Gravadas num muro.

sábado, 15 de outubro de 2016

Eu sou anarquista.

EU SOU ANARQUISTA.  NÃO SOU DE ESQUERDA, muito menos de direita, porque não sou socialista nem capitalista, sou anarcoindividualista se é que existe um rótulo para o que eu sou, e odeio rótulos. Sim, sou contra o capitalismo e contra o socialismo também.  E não acredito em democracia porque essa coisa de eleição é uma grande merda que não engana mais ninguém. Não gosto de nenhum governante atual. E acho que não precisamos de governante algum. E caros amigos, ANARQUIA não é bagunça. Anarquia é organizar o mundo de tal forma que cada um é responsável por sua própria vida e pelo mundo que o cerca. Podem chamar de UTOPIA. Não me importo, como sabem, sou poeta também.